22 de dezembro de 2016

Fire Emblem Fates


Já faz um tempo que eu estava curiosa sobre o tal do jogo Fire Emblem. Eu batia o olho de vez em quando em alguma loja, num site da internet, num fan art, e só ficava na curiosidade, até que um dia eu ganhei o jogo de presente e fui ver do que se trata essa franquia.

Vamos começar pelo começo: segundo o nosso querido Wikipedia, o título Fire Emblem está por aí desde 1990, com sua estréia no SNES (ou Super Famicom, para o lado asiático da força). Contudo, os jogos haviam sido lançados só para o Japão, até que em 2003, o jogo entitulado aqui no ocidente de Fire Emblem foi lançado mundialmente. Isso aconteceu porque os personagens da franquia que apareceram no Super Smash Bros Mellee se tornaram populares e despertou a curiosidade da galera, afinal, se você não morasse no oriente, não saberia quem aqueles personagens eram.

Fire Emblem, ainda segundo o nosso querido Wikipedia, foi o primeiro jogo de RPG tático que apareceu. Na franquia (ao menos no que eu pude ver no Fates e no demo do Awakening), as coisas acontecem da seguinte forma: você tem um mapa dividido em casas, assim como um tabuleiro de xadrez, e você tem as suas unidades (personagens) que são suas peças e você deve move-las de modo a atingir o objetivo daquele mapa. Os objetivos variam: derrotar o chefe, derrotar todos os seus inimigos, sobreviver à ondas de ataques até 11 turnos, não deixar o inimigo tomar sua base em até tantos turnos, etc.

Cada classe de personagem pode andar uma determinada quantidade de casas no mapa e pode atacar a uma certa distância (depende da arma também). Exemplo: no geral, um herói usando uma espada só pode atacar um inimigo que esteja nas casas adjacentes (que não estão na diagonal e diretamente ligadas à casa em que ele está); já um arqueiro, só pode atacar a 2 casas de distância. Além disso, eles possuem pouca vida e defesa, então você tem que proteger eles com outras unidades ou com o terreno do próprio mapa. Imagine que você tem um arqueiro e você colocou outras 4 unidades nas casas adjacentes: agora um herói ou qualquer outro personagem que só possa atacar nestas condições já não consegue mais atacar o seu arqueiro.

(Retirado de: https://www.nintendo.pt/Jogos/Nintendo-3DS/Fire-Emblem-Fates-1026071.html)

(Retirado de: https://www.nintendo.pt/Jogos/Nintendo-3DS/Fire-Emblem-Fates-1026071.html)

Além disso, unidades que engajam ou são engajados numa luta e tem outra unidade numa casa adjacente pode desenvolver um relacionamento entre si. Essa é uma mecânica bem característica da série, pelo que eu pude entender. O nível de relacionamento entre os personagens são medidos em letras: C, B, A e S. O S seria o casamento, e dele você libera um novo personagem, que no caso seria o filho do casal. Quanto mais você coloca unidades para batalharem juntas, mais elas desenvolvem o relacionamento, e a cada nível conquistado, tem um diálogo entre elas.

(Retirado de: https://www.nintendo.pt/Jogos/Nintendo-3DS/Fire-Emblem-Fates-1026071.html)

Isso nos leva a outra mecânica, a do suporte. O suporte ofensivo é aquele em que duas unidades ficam em casas adjacentes. Desta forma, a unidade atacante ganha bônus de status do parceiro e os dois atacam. O suporte defensivo é aquele em que você coloca duas unidades na mesma casa. Assim, a unidade de suporte dá bônus de status para o atacante e bloqueia alguns ataques do inimigo.

Outro ponto importante a ser considerado nas batalhas são as armas. Cada tipo de arma é mais forte e fraca contra outro tipo. Essa triangulação das armas funciona no estilo pedra-papel-tesoura:

(Retirado de: https://www.nintendo.pt/Jogos/Nintendo-3DS/Fire-Emblem-Fates-1026071.html)


Uuuuuuuuuufa ok, acho que já falei o básico sobre como é a série: obrigada Wikipedia! Agora vamos falar especificamente do Fates: lembrando que esse foi o único que eu joguei da franquia.

(Retirado de: https://www.nintendo.pt/Jogos/Nintendo-3DS/Fire-Emblem-Fates-1026071.html)

Fire Emblem Fates foi lançado em 2015 para o Nintendo DS aqui no Ocidente e até o momento em que escrevo este post, ele é o mais novo da franquia. Ele contém duas versões físicas e uma digital, disponível somente para download como um DLC. As versões físicas são o Fire Emblem Fates: Birthright e Fire Emblem Fates: Conquest, já a digital é Fire Emblem Fates: Revelation.

Explico melhor: a história do jogo, faz com que você tenha que escolher um lado. Ao comprar o Birthright, você escolhe um, ao comprar o Conquest, o outro.
Hoshido e Nohr são reinos inimigos. Corrin (seu avatar personalizável) é um(a) prínpice(princesa) de Nohr, trancado(a) numa torre pelo seu pai. Seus irmãos, Xander, Camilla, Leo e Elise sempre vem te visitar e te treinar, mas além deles e da criadagem, Corrin é isolado(a) do mundo. Até o dia em que seu pai, o Rei Garon o(a) convoca para sua primeira missão e tudo muda. No decorrer desta missão, uma série de acontecimentos ocorrem e você acaba em Hoshido, o reino inimigo. Lá você descobre que na verdade é um(a) príncipe(princesa) de Hoshido, que foi sequestrado(a) para ser criado(a) em Nohr, mas que seus irmãos de verdade são Ryoma, Hinoka, Takumi e Sakura, e sua mãe, a Rainha Mikoto. Mais coisas acontecem e você acaba num campo de batalha, seus irmãos adotivos pedindo para que se una a eles para dominar de uma vez por todas Hoshido e seus irmãos de sangue pedindo para você tome o seu direito de nascença e defenda seu país. Se você comprou o Birthright, você defenderá Hoshido; se você fez como eu e comprou o Conquest, você se juntará aos seus irmãos adotivos. Cada escolha tem sua própria história e final.
E também temos o Revelation, que é o caminho em que você se recusa a escolher um lado, e é declarado(a) como traidor(a) por ambos os reinos. E como já dá para ver pelo nome, revela coisas que as outras duas versões não explicam.

(Retirado de: https://www.nintendo.pt/Jogos/Nintendo-3DS/Fire-Emblem-Fates-1026071.html)

E aí você me pergunta: MAS EU TENHO QUE COMPRAR OS TRÊS POXA VIDA??? NÃO PODIA TER FEITO TUDO NUM SÓ? AGORA EU QUE QUERO SABER DAS OUTRAS HISTÓRIAS PRECISO GASTAR MAIS AINDA COM OS OUTROS DOIS??!!ONE!!??
E eu te digo... sim. Nintendo e a Intelligent Systems querendo lucrar, maaas ao meeeeenos né, você só paga o preço completo pelo físico. Ao acessar a Nintendo Store pelo jogo, você tem acesso aos outros títulos por um preço bem bacana na verdade. Aqui para a galera BR HUE HUE curta R$30,99 (ou algo assim). Antes de ver o preço pelo console, eu vi pela internet que custava $20,00, que para reais seria algo em torno dos R$80,00. Então eu fiquei é mais que feliz pelos R$30,99 hahaha! Além dos outros títulos, tem outros DLCs e dois packs de mapas. Eu ainda não comprei, mas estou juntando dinheiro para isso!

Também vale ressaltar que há algumas outras coisinhas em que o Birthright e o Conquest se diferem. Em Birthright, você pode gastar seu ouro para voltar a um capítulo e treinar suas unidades, ou seja, se você empacou num lugar, pode treinar e assim ficar mais forte e passar uma fase com mais facilidade. Em Conquest, não tem essa opção, então quando você empaca numa fase, não tem muito o que fazer. Eu fiquei presa num certo capítulo, e assim fiquei nele por 3 dias. Você tem que tentar e tentar novamente até achar uma estratégia certa e porque não, ter sorte. Além disso, uma história releva mais de uma coisa aqui, outra dali, muda nisso, e afins.

Agora vamos ao que eu achei do jogo: eu achei o sistema de RPG tático incrível, muito divertido. Agora que eu joguei as três  versões, sei que ter começado pelo Birthright teria me poupado algumas poucas frustrações. O Conquest é mais desafiador, mas não é impossível começar por ele, afinal, esse foi o meu primeiro Fire Emblem de todos e eu consegui quaaaase que numa boa fechar ele. Como eu disse, teve um capítulo que eu empaquei 3 dias, mas no final das contas, consegui e é isso que importa hehe! O Revelation é mais no esquema do Birthright, em que você pode voltar a jogar um capítulo e assim treinar suas unidades e melhorar o nível de relacionamento entre elas.

A história no geral é... um misto de "que legal" com "até parece...". Se fosse um filme, com certeza estaria lá no "Everything Wrong with -nome do filme-", do canal de youtube Cinema Sins, cujo objetivo é apontar todos os absurdos e coisas nada a ver desconexas dos filmes, sabe? Mas daí a gente lembra que é um jogo de um console portátil, que é para ter um history telling mais curto e simples para o jogo não ficar cansativo, e a gente dá aquela perdoada (mas que tem coisa WTF tem...). Mas os personagens são interessantes e cativantes, o que ajuda a compensar. Então não é um jogo que eu recomendo suuuper pela hisória (apesar de no geral eu ter gostado sim), é um jogo que eu recomendaria pelas 20 horas de diversão que cada versão do jogo dá, com seus mapas e objetivos. E eu digo 20 horas sem enrolar, só passando pelos capítulos mesmo, sem se preocupar muito em liberar novos personagens e fazer esforços a mais para melhorar o relacionamento entre as unidades. O último jogo que eu zerei eu estou com 40 horas de jogo e ainda tem unidades para se conhecerem e personagens a serem liberados. Para um portátil, está mais que ótimo para mim!

E só tenho mais um aviso: cuidado que a música vai ficar na sua cabeça, SÉRIO! Você nunca mais vai se esquecer que é uma onda cinza no oceano destinado a alcançar a praia fora do alcance.

E é isso, jogo mais que recomendado! Já baixei e joguei a demo do Fire Emblem: Awakening e eu estou doida para ter a versão full!

E vocês, já jogaram? Gostaram? Se interessaram? :)
Até a próxima!

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